Qual é o seu propósito?
“Tudo tem um propósito na vida, cada
um tem o seu propósito. É conhecer esse propósito que permite a alma cumpri-lo.
Aquele que conhece seu propósito sabe exatamente seu caminho.”
Mohamed Ali
Recentemente vimos um grande homem partir:
Mohamed Ali. Não era grande apenas por seus feitos no boxe, mas por sua luta
constante contra o racismo, os estereótipos sociais excludentes e a opressão de
um estado sobre um povo. Sua luta foi íntima, desde pequeno acreditava que
seria o maior, que seria rei, e assim o foi. Descobriu o seu propósito! usou
sua força e sagacidade em um projeto de vida, se doou, enfrentou e ganhou suas
batalhas pessoais. Acima de tudo, foi fiel a sua essência.
Conhecer seu propósito é muito mais que
escolher uma profissão, fazer bem o que se propõe ou se dedicar a um objetivo. É
estar cara a cara com aquilo que faz sua alma se encher de alegria; seus olhos
brilharem; É uma plena sensação de satisfação. Algo que não se explica, apenas
sente.
É algo ainda escondido na maioria de nós.
A necessidade de suprir a nossa sobrevivência, e os impasses do dia a dia,
mascaram as nossas possibilidades de ir além. Ter de cumprir exigências sociais
e manter adequação dentro de uma norma, nos deixam cada vez mais distantes
dessa essência. Mas pense: O que você sabe fazer de melhor? Aliás, o que te
torna uma pessoa melhor?
Mohamed aproveitou os sinais que encontrou
pelo caminho. Intuitivo, ouviu sua voz interna. Foi guiado pelas necessidades
da alma. Em uma de suas entrevistas referiu não se arrepender de nada, nem das
grandes concessões que fez. Sentia-se pleno em sua vida.
Tantas pessoas fazem sucesso, ganham muito
dinheiro, mas, definitivamente nem todas seguem seu propósito. Talvez por isso,
frente algumas escolhas, nos sentimos angustiados, parece que algo não se
encaixa. A rotina se torna maçante, e a repetição uma tortura.
A maioria das pessoas, apesar de obterem
ganhos financeiros em seus trabalhos, não usufruem de ganhos emocionais. Algumas
situações tonam-se círculos viciosos. Apesar de contraditório, o sofrimento também
vicia. Não é raro o apego a uma rotina que faz mal, a verdade é que cultivamos
o sofrimento.
A mudança é um monstro assustador, o medo
do novo pode ser paralisante. Por isso, como disse em outro momento, as
escolhas não são tão conscientes como parecem, outras necessidades regulam
nossas decisões, mas no final, somos nós que pagamos as contas.
Transformar nossas dores em prazer não é
algo fácil, exige coragem e análise, sobretudo, dos nossos pensamentos e
emoções. O que está por traz das nossas escolhas? Quais emoções guiam as nossas
atitudes? Se não conhecemos nossa motivação interna, estamos cegos diante das
nossas atitudes.
Por isso lhe pergunto: O que faria sua
alma vibrar? - O que você amaria fazer, e o que você amaria deixar? Talvez você
queira descobrir, mas lhe falte coragem. Então, por que não mudar?
Um Abraço!
Por: Bárbara Rodrigues


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