Por que sentimos culpa, quando pensamos na nossa Felicidade?
Não prestar atenção
nos próprios sentimentos e necessidades também fazem parte desse ciclo. A
preocupação em cumprir o protocolo faz com que não haja espaço para as emoções.
Não há espaço para questionamentos, a vida é ofuscada num piscar de olhos e
acaba se resumindo ao pouco que você consegue ver.
É em meio a essa
exaustiva rotina, somos surpreendidos pela sensação de angustia e mal-estar. Afinal, por que é tão difícil dar um tempo, parar e pensar sobre nós,
sobre o que realmente queremos. Por que é difícil refletir sobre a
própria felicidade? Talvez seja por causa da culpa.
Freud fala sobre
culpa a primeira vez sobre em 1894, a partir de um caso de estudo. Ao longo de
sua obra foi estruturando esse conceito. Por volta de 1929-1930 na obra “Totem
e Tabu” ele vem sugerir o sentimento de culpa como mal-estar inerente a
qualquer forma de agrupamento social. Isso se daria porque renunciamos ao nosso
prazer individual, ou, nossa felicidade, em nome do bem estar social. Dessa
forma, é inevitável o sofrimento quando somos impedidos pelo mundo externo de
concretizar nossos desejos.
As nossas vontades e
desejos muitas vezes são vivenciadas como um desvio ou um erro, como se estivéssemos
fazendo algo errado ao desejar ou ambicionar conquistas pessoais. Acabamos
abrindo uma série de concessões em nome do trabalho, da família, de um
relacionamento.
O fato de abrirmos mão da nossa felicidade em
prol da felicidade coletiva acaba por se tornar um fator de grande sofrimento. Só
a intenção de desejar no sentido contrário, por si só causa mal-estar. Mas vou
lhe dizer uma coisa: Você precisa pensar em você!
Sim, você já ouviu a queixa do chefe, da família, agora você precisa se ouvir. Porque se você não se ouvir, de forma clara e objetiva, o corpo dá um jeito de falar de outras maneiras. O corpo se expressa através de sintomas, e nós sabemos: Não há como driblar a dor física!
Renegar o desejo,
entregar os pontos, e se sujeitar ao que a vida impõe, seria renunciar por
completo a qualquer indicio de felicidade ou satisfação. Essa saída não daria
certo, ocorreria uma explosão de sentimentos, seria uma bomba relógio prestes a
explodir. Em algum momento, o instinto entraria em ação, e ocorreria a explosão de
um impulso instintivo não domado. É possível
manter tamanha submissão por muito tempo? Quantas pessoas estão prestes a
explodir, ou explodem todos os dias? Quem seguraria o animal?
Pois bem, existem
outras saídas!
Com certeza é possível
encontrar sublimação de outras formas, e geralmente pelo o que se ama fazer:
Amor e Trabalho. Estar inteiro em algo que traz satisfação pessoal e se permitir
viver experiências gratificantes, que encham os olhos de alegria. Como guardar
a imagem de uma viagem gostosa para um lugar inesquecível.
A culpa ainda é uma saída,
uma das mais eficazes para a sobrevivência em sociedade. Um escoamento daquele
sentimento contrário ao que nos é imposto pela sociedade. Ela vai sempre
existir, mas pode ser trabalhada e atenuada, para não se tornar paralisante e
ameaçadora.
Mas você precisa se
conhecer! Antes de dar os próximos passos, para ter melhores resultados, fazer
as melhores escolhas, descobrir o que realmente te incomoda e mudar a direção. É
preciso diminuir a culpa, e a forma mais saudável é através do autoconhecimento.
Até mais.
Por: Bárbara Rodrigues



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